1.10.14

Paraíso - Deyse R. Nicoli

Olá pessoal!
O Agridoce tem uma parceria com o blog AMOR LITERÀRIO em resenhas. Nossa parceria consiste em trocarmos resenhas, assim podemos levar até vocês uma gama maior de estilos literários, porque dois blog juntos lê mais que um só, né? kkkkk
Hoje a Fernanda, dona do Amor Literário, vai falar para a gente sobre Paraíso, um livro da autora Deyse R. Nicoli. 
Espero que vocês gostem, e lembem-se de clicar no link do blog dela, lá você poderá conhecer outros livros.


Este livro foi lido, após a indicação da linda parceira Keila Gon, autora do livro Cores de Outono. Ela falou maravilhas a respeito e confesso, é tudo verdade! Simplesmente me apaixonei pela escrita da Deyse e pelo Marcos, é claro!

Meninas que amam romances eu indico este livro.
Deixe-me tomar fôlego, porque agora vou falar do: Marcos.

24.8.14

À segunda Vista

Olá pessoal, hoje vim falar de meu novo projeto, que se chama à segunda vista e estará sendo postado no site canadense Wattpad e depois irá para a Amazon.
A primeira versão de À segunda vista se chamava Provocante e também estava sendo postada no wattpad, mas todo escritor tem que ter maturidade o suficiente para ver quando sua obra não está boa e eu, com a ajuda de minha fiel escudeira e leitora Beta, Eykler, percebi isso e juntas reestruturamos toda a história, que já está sendo postada no wattpad com o novo nome.
A seguir vou falar um pouco da história no geral e se você se interessar, clique no link no final da postagem.

A história conta a história de Melanie Beatriz, filha da cabeleireira Carmem Lúcia e do contador Marcus, ela tem um irmão mais velho chamado Matheus e este a protege demais e chega até a ser sufocante.
Mel está indo morar sozinha com a melhor amiga Ramona e trabalha em uma empresa de Marketing e publicidade. Ela ama ser a faz tudo e teme só de pensar o que terá de fazer quando se formar, porque ela odeia a faculdade que faz.
O rumo de sua vida muda quando ela encontra a chance que não teve no passado. E se seu primeiro amor de repente ficasse a seu alcance, o que você faria?
Melanie não é mais apaixonada por ele, mas precisa dar um importante passo e se esse passo fosse com esse garoto, seria de todo ruim?

Sinopse:
Melanie não é uma garota delicada, sua espontaneidade vive sendo confundida com grosseria e seu jeito meio maluco de ver a vida lhe deu a fama de ser uma garota “fácil”. Mel, como gosta de ser chamada, faz bom uso dessa fama e a aproveita ao lado de sua melhor amiga, Ramona, que vive lhe dizendo que fazer a cama com sua fama não vai dar muito certo. A garota vê a chance de usar isso a seu favor quando ouve um certo garoto dizer que ela é proibida e pecaminosa. Melanie já teve um interesse por ele no passado e se o passo que ela precisava dar fosse com ele? Seria de todo ruim?


História no wattpad: Capítulo 1

Ah, e se quiser ficar por dentro das novidades, curte a fan page do livro no facebook: À segunda vista





15.8.14

O Jorge... Do ponto de ônibus

Ao longo da minha vida já recebi vários tipos desajeitados de paquera. A primeira de que me lembro é do Paulinho. Eu tinha nove anos (quase dez) e ele onze. Nossas mães eram amigas e nós adorávamos brincar de Maria Sangrenta na plantação de vime, nos fundos da minha casa, e que fique claro que tudo era na maior inocência.
Em uma dessas brincadeiras eu me descobri olhando para ele de outro jeito, um jeito que dizia: Nossa, mas esse bocó tem um cabelo legal e que olhos são esses?! Mas minha paixonite durou pouco porque eu me mudei uns meses depois e fiquei com o coração partido pela primeira vez ao pensar que não veria mais aquele chato. Isso também durou pouco porque ele foi me visitar e, não sei como, escreveu uma declaração de amor no meu diário. Eu até tentei dar o passo que me levaria para o primeiro selinho, convidei o danado para comprar bala de caramelo comigo, mas ele tinha arrancado à unha do dedão e não quis ir, dai, por culpa daquele dedo feio, eu fiquei a ver navios porque depois à mãe dele também foi embora e nós não nos vimos mais.
Anos mais tarde, quando eu já estava na sétima série e todas as garotas já tinham passado para a fase do beijo de língua (menos eu, é claro), eu me apaixonei por um garoto chamado Ruan, mas dessa vez foi diferente, porque eu realmente sentia que meu coração ficaria partido em mil pedaços e parecia que o ar nunca entrava direito no meu peito, uma eterna falta de ar que me fazia ouvir músicas tristes até ter vontade de chorar.
O Ruan era diferente, ele amava andar de skate e me apresentou a uma banda chamada Linkin Park e eu simplesmente ouvia cada música por causa dele, mas o danado nunca notou isso e se notou não fez muita questão de demonstrar.
Isso durou certa de uns três meses, depois eu superei porque veio o David, ele me achava linda (pura zoação, eu sei) e tentava me beijar a força, até me abraçou de um jeito esmagador em meu aniversário, mas o cara gato e a menina esquisita nunca dariam certo e simplesmente deixou de ser.
No primeiro ano do ensino médio eu sentei ao lado de um garoto chamado Fernando, ele usava aparelho, tinha olhos azuis e nunca era maldoso comigo, eu fiquei os três anos do ensino médio renegando o que sentia, falando para mim mesma que não gostava dele, mas no final do segundo ano, no último dia de aula, eu mandei um cartão pra ele, que nunca foi respondido. Na formatura ele me abraçou e só.
Então veio a faculdade e todas aquelas expectativas de ser gente grande, achando que tudo seria fácil. Foi fácil no começo. Eu arrumei uma melhor amiga e um garoto que simplesmente deixava claro que eu era importante porque me defendia. Muitas vezes simplesmente me escondia de mim mesma e me fazia sorrir e eu achei que era importante pra ele e que me apaixonar seria inevitável, mas a vida não é a droga de um conto de fadas porque minha melhor amiga também tinha se apaixonado por ele, mas a dor de tudo aquilo foi demais e ele descobriu, pediu desculpas por existir e conseguiu quebrar ainda mais o que restou do meu coração, no final eu fiquei sem melhor amiga e sem ele e caramba, vê-lo todos os dias e ser abraçada todos os dias me fazia sofrer ainda mais, como um buraco eterno dentro do peito.
Um tempo depois eu senti a necessidade de seguir em frente e de ter aquela conversa esclarecedora. Nós tivemos a conversa esclarecedora e ficou definido que ele me amaria para sempre... Como amiga. Doeu muito, mas eu fiz um esforço descomunal para seguir em frente.
Minha amiga me apresentou a Jorge, um garoto esquisito que estudava direito e era maníaco por futebol, ele pegava ônibus no mesmo local em que a gente, o que facilitou.
Conversa vai, conversa vem, e eu comecei a achar que ele era legal, mas meio tarado de vez em sempre, até ignorei isso por um tempo e tentei beijá-lo quando tive a oportunidade, mas sabe aquele tipo de beijo que é ruim, frio e sei lá mais o quê? Ele beijava desse jeito e eu meio que fugi dele depois do terceiro beijo, simplesmente dei tchau e ele fez o magoado, insistindo em me encontrar de novo, insistindo em ver mais em mim do que a maioria e isso me assustou porque ninguém nunca via mais em mim, ninguém nunca queria nada comigo, mas dessa vez fui eu... Eu o deixei ir por simplesmente não encaixar, por estar sofrendo por aquele garoto estúpido que estudava comigo e resolveu ir embora.

A despedida sempre é dolorosa, mas eu deixei o outro ir e dispensei o Jorge, às vezes ainda sinto vontade de falar com ele, mas lembro do beijo e fujo, simplesmente resolvi dar um tempo ao meu coração, mas acho que eu amo me apaixonar porque desde o início do ano vejo um garoto desconhecido no ônibus e não tenho coragem de perguntar o nome dele, tudo o que sei é que é tímido e que já pode fazer uma lista dos micos que eu pago na sua frente, mas isso já é outra história, que ainda nem começou a acontecer.

31.7.14

Às vezes o improvável é o certo

Teve uma vez que eu só via você no mundo, até mesmo quando não sabia que você existia, eu te procurava, procurava em cada beco escuro em que andava e em cada gole de cerveja quente que eu tomava.
Quando você apareceu às outras coisas perderam o sentido, os outros garotos se tornaram só os outros e você se tornou o único, até mesmo quando eu não era única em sua vida, quando todas as garotas da cidade faziam da sua cama a delas e enquanto eu te esperava na minha cama tomando uísque e fumando o charuto do meu pai.
Eu sempre fui o tipo de garota complicada que experimentou tudo cedo demais na vida, à espécie de garota que não se importou de mentir para a melhor amiga sobre o fato de estar bêbadas as sete da manhã e na cama de um desconhecido porque essas coisas são comuns quando se tem dezenove anos e faz uma faculdade que odeia.

A única coisa que experimentei tarde demais foi o amor. Eu fiquei tempo demais sendo da cidade inteira enquanto você me esperava, fiquei tempo demais bebendo porque achava que isso era descolado. Eu tentei tanto tempo esquecer quem eu era que quando eu me dei conta que você ainda me esperava quis voltar a ser a garota inocente, mas já era tarde demais eu já estava naquela vida maluca de universitária que bebe até se esquecer quem é.
E então eu resolvi mudar, mudar por você. Abandonei aquela faculdade idiota e parei de terminar com você de cinco em cinco minutos e levar o primeiro otário que me desse moral para cama para te esquecer, mas dai quem entrou na fase do sou de ninguém foi você, mas eu já tinha metido na cabeça que estava na hora de ser adulta e ao invés de ir atrás de você em seu apartamento sujo eu fui para uma entrevista de emprego. Fiquei lá retocando o batom e esperando que eu tivesse perdido aquela cara de adolescente que só sabe curtir a vida.
Fui contratada no emprego e parei de contar migalhas enquanto você se tornava o cara da cidade inteira, aprendi a economizar me tornei adulta e fiz um intercambio. Tornei-me uma garota famosa na internet por ser séria e não a maluca bêbada que estava na faculdade errada. Eu me tornei dona de mim e continuei te esperando. Te esperei até que enquanto estava entrando no avião para ir para Londres encontrei Ele, um tipinho mais velho que não sabe fazer piada, mas que faz o tipo que engole uma gramática do Cegalla.
Eu achei Ele divertido e dividimos o suco de laranja sem açúcar da primeira classe. Lhe contei que era jornalista e que demorei tempo demais para achar meu caminho, Ele me contou que ficou casado por cinco meses e pediu o divórcio porque precisava se encontrar, o achei mais divertido depois disso.
Combinamos de nos encontrar em um bar qualquer de Londres e enquanto tomávamos Martine seco comecei a achar os poucos fios de cabelo grisalhos Dele atraente, mas não agi impulsivamente e o levei para minha cama, eu quis continuar sendo a garota certa que faz a coisa certa.

E enquanto eu estava sendo amiga do cara certinho esqueci você, passei a querer Ele e não me importei mais com o fato de você ser o cara da cidade inteira, percebi que o menos esperado é o melhor e o que o improvável provavelmente é o certo. 

24.7.14

Bruxa má

Uma vez me falaram que se você está na chuva é para se molhar. Eu penso um pouco ao contrário, como sempre. A pessoa que inventou esse ditado com certeza tinha um guarda-chuva hiper fashion com coraçõezinhos ou bolinhas brancas e também deveria de morar no norte do país e não no sul, como é o meu caso.
Eu sei que o ditado é uma metáfora, o parágrafo acima era apenas uma comparação meio irônica. Mas agora, enquanto digito este texto, consigo ouvir os pingos de chuva contra o asfalto da rua e também consigo sentir o vento gelado se chocando contra minha pele, o que não é muito agradável. Aqui na minha cidade quando é inverno qualquer garoa vira neve derretida. Desculpe essa minha conversa sobre o clima deve estar entediando você, vamos ao que interessa de uma vez por todas?
Pois bem, eu falei toda essa baboseira meteorológica como uma metáfora para mim mesma, meus sentimentos confusos e meus desamores. Tem um garoto aí, é eu sei sempre um garoto, mas esse garoto é meio estúpido, ele espera que eu seja melosa e que o ache lindo, quando na verdade tudo o que eu penso é que ele se acha demais e só quer me beijar.

22.7.14

2º Semana do livro Nacional

Como já falei, quem tem amigo tem tudo. Esse final de semana teve um evento na Discoteka Cultural em São Paulo, como moro longe não pude ir, mas tenho uma amiga/irmã que foi e fez um artigo delicioso para nós.
Drika, muito, muito obrigado! 
Vamos ver como foi?




Estamos na 2ª Semana do Livro Nacional, de 17 a 27 de julho de 2014.
Nesse período vem acontecendo vários encontros de autores nacionais em livrarias para divulgar e discutir a literatura brasileira contemporânea.
No último domingo (20), o encontro foi na Discoteka Cultural localizada na Vila Mariana. Contamos com a presença dos escritores: Sandro Cuesta, Débora Guimenes, Simone O. Marques e Jô Lima. Como mediadora a também escritora Jéssica Anitelli e convidada surpresa a Lyoko.
O encontro foi bem produtivo, onde leitores puderam interagir com seus autores preferidos, entendendo melhor a visão do escritor. Foram discutidos temas como a utilização de “clichês”, do que os escritores procuram “fugir” em suas construções e o que procuram empregar. A visão de cada um para com suas obras e a relação autor/leitor.
O evento foi regado a boas risadas, muito bom humor e logicamente polêmicas entorno do tema.
Infelizmente a literatura brasileira ainda é vista, principalmente nas escolas, como composta apenas de clássicos escritos no início e meados do século passado. A divulgação a literatura brasileira contemporânea ainda encontra muita resistência e isso acaba por afastar os jovens leitores da nossa geração criando uma barreira, pois os clássicos não ‘falam’ a mesma língua dos jovens de hoje, isso dificulta o entendimento e principalmente o despertar do gosto pela leitura, sendo esta vista como uma ‘obrigação’ pelos jovens e não como prazer.

16.7.14

Ficar Bem

Eu nunca fui do tipo delicada, daquele jeito que anda nas nuvens e sai abraçando todo mundo por aí. Quando alguém me fala que está doente, eu desejo melhoras, simples assim.
Mas com você foi diferente. Eu estava lá, na solidão de sempre, em frente ao computador, escutando Panic! At the disco e xingando meu professor de literatura (que me obrigou a ler Franz Kafka). E de repente meu celular (que só serve para ouvir música), tocou. Eu pulei da cadeira e o livro ridículo do Kafka caiu no chão. Seu nome estava lá, junto com muitas mensagens de minha operadora avisando que meus créditos estavam acabando.
Eu abri a mensagem e vi que você estava doente. Meu coração virou um nó e pela primeira vez na vida eu não desejei melhoras e fui evasiva, eu fiz milhões de perguntas e pedi para você ficar bem.