11.2.13

Corações tímidos nunca conseguem as damas belas - Karolayne na Balada







Começo a minha narração de hoje com uma frase da minha série de livros – ainda incompleta – preferida: “O diário da princesa”. Você deve estar se perguntando o porquê da frase melodramática, portanto vou explicar tudo começou com um torpedo inocente enviado para Henrique no mesmo dia em que eu e Ângela voltamos a ser Best friends forever o torpedo tinha o seguinte poema também tirado dos livros do diário da princesa:

“Rosas são vermelhas
Violetas são azuis
Você pode não saber
“Mais alguém também gosta de você”

Eu e Ângela demos uma pequena modificada, em seguida ele me mandou um coração e depois me convidou para ir ao cinema eu motivada por minha melhor amiga aceitei e ficou combinado de irmos naquela mesma noite na sessão das nove.

Depois de tomar meu banho – muito demorado- e convencer dona Hortência a me acobertar – minha mãe ainda não fala comigo – Ângela me ajudou na produção. Fiz cachos nas pontas de meus cabelos e coloquei um vestido rosa com detalhes em renda meio rodado um pouco acima dos joelhos. Eu queria usar tênis, porém Ângela me convenceu a usar uma sapatilha rosa- envelhecido com o tope da cor do meu vestido. Fiz uma maquiagem leve e passei um brilho labial de sabor morango e com minha mini bolsa nude fui para frente do meu prédio esperar Henrique que vinha me buscar com seu carro novo presente por seus dezoito anos.
Ele chegou desceu de seu carro (o novo uno na cor vermelha) e me deu um beijo no rosto depois abriu a porta para mim entrar – fofo da parte dele- e voltou para seu lugar. Ficou me olhando o que fez meu rosto arder.
- Está linda Karolayne – fala passando a mão em meu rosto.
- O...Obrigada – não consegui evitar e acabei ficando nervosa como consequência comecei a gaguejar.
  - Sabe, eu não queria te magoar aquele dia lá na boate – ele liga o carro – não sabia que nunca tinha beijado ninguém e não teria te beijado daquela maneira se soubesse.
- Tudo bem – eu estava mentindo mais não queria falar de meus sonhos românticos para ele – eu não me importei, quer dizer não me importei da forma como você me beijou não precisa se desculpar.
- Não Karolayne eu devia e ainda devo me desculpar, você sempre foi uma menina meiga e sonhadora vivia com livros de romance nas mãos durante o recreio e eu achava legal a maneira como sorria enquanto lia. Eu devia saber que você era tão romântica como aqueles livros.
Não disse nada e o olhei notando o quanto estava bonito de calça jeans preta e camiseta branca com uma camisa xadrez vermelha sobreposta o cabelo castanho estava despenteado e caia sobre a testa contrastando com sua pele clara e destacando os olhos da mesma cor que os cabelos.
- Não entendi – continuou falando parando o carro no estacionamento do cinema – quando saiu correndo, na realidade só fui entender quando Ângela me disse que você era uma garota de contos de fadas presa em uma era moderna.
- Ângela disse isso? – o encarei mordendo os lábios.
- Sim, ela percebeu que a forma como tinha agido te magoou e eu também fiquei mal sabendo que fui o primeiro garoto que beijou, sei que para você devia ser especial, quer dizer minha irmã mais velha me chamou de idiota quando contei para ela e me disse para ser um príncipe de contos de fadas e ir atrás do perdão da minha garota sonhadora.
- você pediu conselhos a sua irmã? – não pude evitar sorrir ao ver a maneira como ele falava de mim, me comparando a garotas de contos de fadas. Sei que é errado viver sonhando com o príncipe encantado mais que garota não quer se a garota sonhadora de alguém?
- Pedi – ele pega minha mão e eu sinto o rosto arder – Camila é boa com essas coisas, ela sempre soube que eu tinha uma queda por você.
- sério? – arregalo os olhos de maneira infantil e depois olho para nossas mãos juntas.
- Sim, quer dizer eu sentei ao seu lado por três anos e via você sorrindo ao ler aqueles livros e depois concentrada enquanto escrevia as redações. Você parecia ser a única da sala a gostar de escrever aquilo. Depois soube que iria fazer jornalismo e resolvi fazer também, era uma chance de conquistar minha princesa da era moderna.
Senti um frio na barriga quando Henrique se aproximou para me beijar. Me arrependi de ter virado o rosto na hora fingindo estar interessada nos pingos de chuva que molhavam o vidro. O problema é que apesar de toda aquela conversa fofa eu ainda não estava preparada para beijá-lo de novo. Não me entenda mal, mais é que eu estava tão envergonhada só de pegar na mão dele imagine beijá-lo.
Henrique me olhou de um jeito estranho e sorriu.
- Tem certeza de que quer ver esse filme? – pergunta olhando o céu.
- Não sei você que me convidou.
- Que tal irmos jantar?
- Acho ótimo! – e achava mesmo. Ficar no escuro com ele me dava medo.
Ele ligou novamente o carro e voltou para a avenida entrando em uma rua com belos jardins. Parou em frente a um pequeno restaurante também cercado de flores.
- É um lugar muito bonito – falo olhando admirada para o local.
- É sim, meu pai trás minha mãe aqui em todas as ocasiões especiais.
Depois ele desce do carro sem se importar com e leve garoa, quando vou abrir a porta ele a abre para mim e sorri ao tirar sua camisa e colocar em cima de meus ombros. Meu coração se acelerou da maneira que o coração das personagens dos livros que leio se acelera quando elas encontram os mocinhos.
Henrique pega em minha mãe e entra no restaurante. Somos conduzidos a uma mesa de frente para o jardim. Escolhemos nossos pratos e eu retiro sua camisa a colocando atrás da cadeira, em seguida cruzo as mãos no colo sem nada a dizer ainda envergonhada por não ter tido coragem de beijá-lo. Aquele seria um momento perfeito para isso e ele estava sendo um garoto perfeito se desculpando por meu desastroso primeiro beijo e entendendo que eu era uma romântica incorrigível viciada em romance água com açúcar.
- Eu não deveria te falar isso – diz me olhando com uma cara de malandro – mais a maneira como suas bochechas vão ficando vermelhas quando eu me aproximo é uma coisa muito fofa de se ver.
Meu rosto arde e eu olho para minhas mãos me lembrando da frase que usei quando comecei a contar sobre meu encontro com ele: “Corações tímidos nunca conseguem as damas belas”.
- Você não precisa ficar com vergonha de mim karolayne – ele coloca a mão em cima da mesa esperando que eu a pegue e é isso que faço ignorando minha própria timidez.
- E... eu não tenho vergonha – minto sendo pega na própria mentira ao gaguejar.
Nosso jantar chega e começamos a comer Henrique fica me olhando enquanto come e me pergunto quando foi que comecei a sentir tanta vergonha por estar perto de um garoto. Será que quando gostamos de alguém ficamos com mais vergonha perto dessa pessoa? Será que eu estava apaixonada por ele?
O silencio se torna constrangedor e me sinto pior quando ele sorri para mim e eu retribuo o sorriso de forma patética. O jantar pareceu durar uma eternidade e quando enfim estávamos saindo do restaurante à chuva estava mais forte.
- Vem!
Ele me puxa pela mão enquanto vamos em direção ao carro começo a tremer sentindo meu vestido encharcar. Ele abre a porta para mim e depois dá a volta entrando correndo.
Henrique estava ainda mais lindo com as gotas de chuva escorrendo por seu rosto.
- Está com frio?
- Sim.
Ele coloca sua camisa meio úmida em cima de meus ombros ficando novamente só com a camiseta branca.
- Não sei se vai fazer alguma diferença mais já ajuda – a forma como ele vai se aproximando de mim me deixa sem fôlego e não tenho como escapar quando ele finalmente me puxa para mais perto me beijando pela segunda vez. – estava louco para fazer isso karolayne.
Sorrio enquanto desvio o olhar. Ficamos em silencio pelo caminho todo até minha casa eu me odiando por não ter falado muito e me odiando ainda mais por não falar que também o encarava quando ele estava concentrado na escola. O carro para em frente ao meu prédio e ouço a chuva batendo violentamente contra o teto do carro. Tomo coragem e puxo Henrique que esta olhando para a chuva pela camiseta e lhe dou um beijo.
- Eu também ficava te olhando na escola – falo com o rosto em chamas dessa vez.
- Eu sabia, quer dizer não me ache convencido mais como eu já disse seu rosto sempre lhe entrega.
- Eu sei. Boa noite Henrique – abro a porta sentindo a chuva em meu rosto. Depois devolvo a camisa dele.
- Boa noite karolayne – ele me dá um beijo no rosto – te ligo depois.
- Tudo bem então.
Corro na chuva olhando para traz mais uma vez antes de entrar no prédio. Você deve estar achando que aquela frase do início não tem nada a ver com a história, mas quando você lê demais e as coisas dos livros acontecem com você é normal que se lembre de alguma frase para usar em sua vida e com minha timidez perante garotos acredito que a frase do pai da Mia se encaixou perfeitamente em minha vida.



9 comentários:

  1. Posso dizer que isso é um conto?
    Adorei seu texto e a forma dos personagens
    conversarem. Muito bom.
    bjs

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  2. olha você vem crescendo devargazinho na sua escrita siga em frente, continue nesta trajetória. Valeu !!!

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  3. Adoro presenciar o nascimento de novos talentos. Essa menina vai longe Eykler. Ela tem que ir em frente, porque terá um futuro brilhante nessa área. Parabéns!

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  4. Obrigada pessoal é muito bom saber que vocês estão amando a Karolayne tanto quanto eu.

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  5. Own, que fofo esse conto!
    Adoro essa coluna... sempre encontro uma leiturinha agradável por aqui!
    E adorei o título!

    Bjks

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  6. Adorei o conto,uma delícia de ler....Muito bem escrito e muito fofo como a Bia disse acima!!!

    Um talento!!!

    bjss

    Bianca
    http://www.apaixonadasporlivros.com.br/

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  7. Jariane, parabéns pelo texto. É sempre muito gostoso passar por aqui e ler o que você escreve. Invista neste seu talento e as recompensas virão. Bjus
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  8. Hummm que lindo!!
    Quero meu principe encantado!!

    beijos mila

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