4.10.13

Tudo Que Você Queria - Jariane Ribeiro

Olá pessoal!!! Saudades da Karolayne? Eu estava e muita. Senti falta de ler e postar essa coluna para vocês. 
Para quem é novo por aqui no blog. basta clicar no marcador Cresci e Agora? e poderá se deliciar com as aventuras da Karolayne.




A decisão estava tomada. Eu iria terminar com Henrique no jantar de hoje. Eu simplesmente não podia continuar mentindo para mim mesma e falar que gostava dele. Foi atração nada mais que isso, e eu não quero levar uma mentira adiante, eu não quero que aja sofrimento, somente boas lembranças de um namoro que foi tão leve quanto uma boa amizade a distância.
Saio da casa de Marta às cinco horas. Quando fecho o portão avisto Pedro na calçada sentado em cima de seu skate, está todo desgrenhado, como sempre acontece quando ele sai à tarde para andar subindo em rampas por ai.
- Oi, Kerolay – acena bem humorado e eu me encolho. Bom humor significa que ele está disposto a zombar de mim.
- Oi – paro na sua frente.
- Você está com uma cara pior do que a de hoje de manhã – comenta zombeteiro.
- Eu sei – sento ao seu lado – mas tomei uma decisão.
Por que eu estava falando com ele sobre isso? Minha melhor amiga era Ângela e o certo seria eu estar falando com ela e receber conselhos dela.
- Vai terminar com seu príncipe?
- Vou – retorço os dedos – é o certo. Eu não sou uma pessoa falsa e levar isso adiante é como viver uma mentira.
- Eu não gosto de concordar com você – me olha sério – mas tem razão, você não gosta dele e se gostasse não estaria duvidando de seus próprios sentimentos.
- Eu também não gosto de concordar com você, mas está certo.
- Em geral eu estou – sorri presunçoso.
- Então já que estamos concordando e você sabe tudo – respiro fundo temendo me arrepender do que vou perguntar a seguir – como faço para terminar com ele de um modo não traumático?
- Esta é uma pergunta muito fácil – gira o piercing que tem no lábio inferior esquerdo – você vai falar que o problema é com você e que precisa de um tempo para se encontrar. Falar que vai se encontrar é a melhor forma de não deixá-lo traumatizado.
- Mas isso não seria como dar uma falsa esperança? – parecia que eu estava no pré e ele era o professor que sabia tudo.
- Talvez. Você também pode falar que encontrou um tal de Ricardão e que se apaixonou por ele – começa a rir.
- Você é um pateta Pedro – levanto – mas vou tentar falar que tenho que me encontrar.
- Isso – levanta também – e me fala se deu certo.
- O que? – arregalo os olhos – você já fez isso né? Terminar com alguém?
- Hum... – passa a mão nos cabelos – não, mas imagino que seja da forma que te falei. Você testa o método e depois fala se funciona, é como se você estivesse colocando minha teoria na prática.
- Isso é loucura – estou praticamente pulando de tão nervosa – eu não posso testar seu método com Henrique. E se não funcionar? Ele pode ficar traumatizado e virar solteirão, pode não constituir uma família e me odiar para sempre!
- Bem – sorri – tem outro método.
Ele se aproxima e eu dou um passo para trás. Ele dá mais um passo e segura meu rosto entre as mãos. Arregalo os olhos e prendo a respiração. Ele se aproxima ainda mais, o rosto a centímetros do meu. Seus olhos verdes faíscam e emitem um brilho parecido com o de um vitral em contato com o sol. Fecho os olhos. Seus lábios tocam os meus de uma forma delicada, como se estivesse pedindo permissão e invadindo ao mesmo tempo.
Meu estômago se enche de borboletas e minhas pernas viram gelatina. Parece que vou desintegrar a qualquer segundo. A sensação é boa, muito melhor do que qualquer outra que senti na vida.  Dou um passo para frente e entrelaço os dedos em seus cabelos o puxando para mim. É como se eu pudesse ir para frente e queimar ou ir para trás e quebrar.
Consigo ouvir as batidas frenéticas de meu coração, mas não me importo se ele explodir. Eu só quero ser queimada, pulverizada se for para continuar o beijando. Os mundos podem colidir que eu não me importo, eu só quero prolongar esse momento o máximo que posso.
Pedro dá um passo para trás e me afasta com delicadeza. O encaro atônita. Eu acho que não consigo nem lembrar meu nome, não que isso importe, quer dizer acabei de tocar o sol e sobrevivi.
- Acabei de dar tudo que você queria – diz arfando.
- Eu... Eu não queria que me beijasse – murmuro ainda tentando lembrar-se de meu nome.
- Não – dá outro passo para trás – mas queria um motivo para terminar com a criatura que namora. Eu fiz o papel de Ricardão, do segundo método. Pode me agradecer agora.
- Obrigada – ainda sinto as borboletas voando em meu estômago.
Pisco algumas vezes e saio deixando Pedro me olhando atônito, ele também parece meio afetado por que se joga na grama e chacoalha a cabeça algumas vezes.
O que tinha acabado de acontecer?

Beijos!!!!!







3 comentários:

  1. Oi.

    Nossa parabéns pelo texto, super amei.

    Beijos
    http://fernandabizerra.blogspot.com.br/

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  2. Adorooo essa coluna.... Acho que já disse isso mil vezes... mas é a verdade !!!

    Mais um texto lindo.....

    Quero mais...

    bjssss

    Bianca

    ApaixonadasporLivros

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  3. \0/
    Adorei o texto, parabéns!

    Beijos,

    --
    Priscila Yume
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