24.8.14

À segunda Vista

Olá pessoal, hoje vim falar de meu novo projeto, que se chama à segunda vista e estará sendo postado no site canadense Wattpad e depois irá para a Amazon.
A primeira versão de À segunda vista se chamava Provocante e também estava sendo postada no wattpad, mas todo escritor tem que ter maturidade o suficiente para ver quando sua obra não está boa e eu, com a ajuda de minha fiel escudeira e leitora Beta, Eykler, percebi isso e juntas reestruturamos toda a história, que já está sendo postada no wattpad com o novo nome.
A seguir vou falar um pouco da história no geral e se você se interessar, clique no link no final da postagem.

A história conta a história de Melanie Beatriz, filha da cabeleireira Carmem Lúcia e do contador Marcus, ela tem um irmão mais velho chamado Matheus e este a protege demais e chega até a ser sufocante.
Mel está indo morar sozinha com a melhor amiga Ramona e trabalha em uma empresa de Marketing e publicidade. Ela ama ser a faz tudo e teme só de pensar o que terá de fazer quando se formar, porque ela odeia a faculdade que faz.
O rumo de sua vida muda quando ela encontra a chance que não teve no passado. E se seu primeiro amor de repente ficasse a seu alcance, o que você faria?
Melanie não é mais apaixonada por ele, mas precisa dar um importante passo e se esse passo fosse com esse garoto, seria de todo ruim?

Sinopse:
Melanie não é uma garota delicada, sua espontaneidade vive sendo confundida com grosseria e seu jeito meio maluco de ver a vida lhe deu a fama de ser uma garota “fácil”. Mel, como gosta de ser chamada, faz bom uso dessa fama e a aproveita ao lado de sua melhor amiga, Ramona, que vive lhe dizendo que fazer a cama com sua fama não vai dar muito certo. A garota vê a chance de usar isso a seu favor quando ouve um certo garoto dizer que ela é proibida e pecaminosa. Melanie já teve um interesse por ele no passado e se o passo que ela precisava dar fosse com ele? Seria de todo ruim?


História no wattpad: Capítulo 1

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15.8.14

O Jorge... Do ponto de ônibus

Ao longo da minha vida já recebi vários tipos desajeitados de paquera. A primeira de que me lembro é do Paulinho. Eu tinha nove anos (quase dez) e ele onze. Nossas mães eram amigas e nós adorávamos brincar de Maria Sangrenta na plantação de vime, nos fundos da minha casa, e que fique claro que tudo era na maior inocência.
Em uma dessas brincadeiras eu me descobri olhando para ele de outro jeito, um jeito que dizia: Nossa, mas esse bocó tem um cabelo legal e que olhos são esses?! Mas minha paixonite durou pouco porque eu me mudei uns meses depois e fiquei com o coração partido pela primeira vez ao pensar que não veria mais aquele chato. Isso também durou pouco porque ele foi me visitar e, não sei como, escreveu uma declaração de amor no meu diário. Eu até tentei dar o passo que me levaria para o primeiro selinho, convidei o danado para comprar bala de caramelo comigo, mas ele tinha arrancado à unha do dedão e não quis ir, dai, por culpa daquele dedo feio, eu fiquei a ver navios porque depois à mãe dele também foi embora e nós não nos vimos mais.
Anos mais tarde, quando eu já estava na sétima série e todas as garotas já tinham passado para a fase do beijo de língua (menos eu, é claro), eu me apaixonei por um garoto chamado Ruan, mas dessa vez foi diferente, porque eu realmente sentia que meu coração ficaria partido em mil pedaços e parecia que o ar nunca entrava direito no meu peito, uma eterna falta de ar que me fazia ouvir músicas tristes até ter vontade de chorar.
O Ruan era diferente, ele amava andar de skate e me apresentou a uma banda chamada Linkin Park e eu simplesmente ouvia cada música por causa dele, mas o danado nunca notou isso e se notou não fez muita questão de demonstrar.
Isso durou certa de uns três meses, depois eu superei porque veio o David, ele me achava linda (pura zoação, eu sei) e tentava me beijar a força, até me abraçou de um jeito esmagador em meu aniversário, mas o cara gato e a menina esquisita nunca dariam certo e simplesmente deixou de ser.
No primeiro ano do ensino médio eu sentei ao lado de um garoto chamado Fernando, ele usava aparelho, tinha olhos azuis e nunca era maldoso comigo, eu fiquei os três anos do ensino médio renegando o que sentia, falando para mim mesma que não gostava dele, mas no final do segundo ano, no último dia de aula, eu mandei um cartão pra ele, que nunca foi respondido. Na formatura ele me abraçou e só.
Então veio a faculdade e todas aquelas expectativas de ser gente grande, achando que tudo seria fácil. Foi fácil no começo. Eu arrumei uma melhor amiga e um garoto que simplesmente deixava claro que eu era importante porque me defendia. Muitas vezes simplesmente me escondia de mim mesma e me fazia sorrir e eu achei que era importante pra ele e que me apaixonar seria inevitável, mas a vida não é a droga de um conto de fadas porque minha melhor amiga também tinha se apaixonado por ele, mas a dor de tudo aquilo foi demais e ele descobriu, pediu desculpas por existir e conseguiu quebrar ainda mais o que restou do meu coração, no final eu fiquei sem melhor amiga e sem ele e caramba, vê-lo todos os dias e ser abraçada todos os dias me fazia sofrer ainda mais, como um buraco eterno dentro do peito.
Um tempo depois eu senti a necessidade de seguir em frente e de ter aquela conversa esclarecedora. Nós tivemos a conversa esclarecedora e ficou definido que ele me amaria para sempre... Como amiga. Doeu muito, mas eu fiz um esforço descomunal para seguir em frente.
Minha amiga me apresentou a Jorge, um garoto esquisito que estudava direito e era maníaco por futebol, ele pegava ônibus no mesmo local em que a gente, o que facilitou.
Conversa vai, conversa vem, e eu comecei a achar que ele era legal, mas meio tarado de vez em sempre, até ignorei isso por um tempo e tentei beijá-lo quando tive a oportunidade, mas sabe aquele tipo de beijo que é ruim, frio e sei lá mais o quê? Ele beijava desse jeito e eu meio que fugi dele depois do terceiro beijo, simplesmente dei tchau e ele fez o magoado, insistindo em me encontrar de novo, insistindo em ver mais em mim do que a maioria e isso me assustou porque ninguém nunca via mais em mim, ninguém nunca queria nada comigo, mas dessa vez fui eu... Eu o deixei ir por simplesmente não encaixar, por estar sofrendo por aquele garoto estúpido que estudava comigo e resolveu ir embora.

A despedida sempre é dolorosa, mas eu deixei o outro ir e dispensei o Jorge, às vezes ainda sinto vontade de falar com ele, mas lembro do beijo e fujo, simplesmente resolvi dar um tempo ao meu coração, mas acho que eu amo me apaixonar porque desde o início do ano vejo um garoto desconhecido no ônibus e não tenho coragem de perguntar o nome dele, tudo o que sei é que é tímido e que já pode fazer uma lista dos micos que eu pago na sua frente, mas isso já é outra história, que ainda nem começou a acontecer.